Futsal feminino de Torres Vedras em destaque, com duas equipas nos dois primeiros lugares, em Lisboa

Futsal feminino de Torres Vedras em destaque, com duas equipas nos dois primeiros lugares, em Lisboa

O futsal feminino está a passar por uma fase muito boa na região, com duas equipas de Torres Vedras a ocupar os dois lugares cimeiros da classificação no final da primeira fase do campeonato de Lisboa, apurando-as em clara vantagem para a fase seguinte, de onde irão sair as quatro formações que disputam entre si o título de campeã e as duas que estarão na Taça Nacional a discutir a subida ao Nacional da modalidade.

Esta não é uma situação virgem, pois já no passado ano estas duas formações - Arneiros e Paulenses - conseguiram presença nessa “final-four”, com a equipa da Ventosa a disputar a referida Taça Nacional, só não conseguindo a almejada subida por diferença de golos no confronto direto com a opositora açoreana, já que ambas terminaram em primeiro lugar na série decisiva.

Conversámos com os treinadores de ambas as equipas - Rogério Mateus e António Ludovino - e percebemos que têm os níveis de ambição no máximo, só encarando a vitória como forma de os satisfazer totalmente, embora estejam cientes de que as dificuldades ainda são muitas e de que existem outras formações muito fortes na mesma luta. O trabalho árduo e os níveis de concentração das atletas elevadíssimos são as armas com que contam para continuar no caminho de um sucesso que até aqui tem sido possível.

Se tudo correr pelo melhor, depois de Torres Vedras ter tido há duas temporadas uma equipa – Arneiros - na principal prova nacional da modalidade, até pode ser possível que na próxima venha a contar com as duas, Areneiros e Paulenses, neste momento as melhores posicionadas para o efeito.

 

Rogério Mateus

(treinador futsal feminino ARCD Arneiros)

Rogério Mateus é o treinador da equipa de futsal feminina do ARCD Arneiros, uma equipa que ainda há duas temporadas se encontrava no principal escalão da modalidade, a disputar o Nacional, e que ainda na passada época falhou a subida mesmo “ao cair do pano”, mercê de um resultado menos positivo nos Açores.

O treinador pegou na formação torriense, da freguesia da Ventosa, no início desta época e os níveis de ambição continuam ao mais alto nível, com a promoção como um fim a conseguir, embora Rogério Mateus não o queira assumir abertamente.

Para já, a equipa conseguiu terminar a primeira fase no lugar de topo, seguindo para a segunda fase com a vantagem pontual sobre as restantes equipas também apuradas que indicam uma real possibilidade de assegurar um dos quatro primeiros lugares que permitem lutar pela tão almejada subida ao Nacional.

Rogério Mateus, que levou a equipa até final desta primeira fase sem qualquer derrota, é um treinador confiante.

 

Revista Festa - Rogério, como vem a assumir a liderança desta equipa dos Arneiros?

Rogério Mateus - Estive a treinar os séniores do Sp. Torres, parei por uns tempos e o Sr Ricardo Avelar convidou-me para assumir esta equipa. Como é um projeto muito aliciante foi fácil chegarmos a acordo.

 

Festa - O que encontrou, em termos de atletas e condições, era o que estava à espera?

R. M. - Fiquei surpreendido pela positiva. Claro que conhecia a equipa, mas quando cheguei aos Arneiros vim encontrar umas condições em termos técnicos e humanos muito superiores ao que esperava. É um clube onde são porporcionadas todas as condições para se realizar um bom trabalho.

 

Festa – Acabam de vencer a primeira fase, está a correr bem, pelo menos em termos classificativos?

R. M. - Sim, está mesmo, mas em especial porque este é um grupo de atletas que se empenha ao máximo, nos treinos e nos jogos, e a quem é muito fácil transmitir ideias de jogo. É um dos melhores grupos que já treinei.

Depois, tenho igualmente a sorte de ter a meu lado a Diana Dias e o Ricardo Avelar, que completam uma equipa execional, que torna tudo mais fácil.

 

Festa – Isso quer dizer que os vossos objetivos são mesmo de vitória?

R. M. - Com um grupo de atletas como este, com jogadoras muito acima da média, e uma equipa técnica assim, o nosso objetivo só pode passar por termos a intenção de tornar estas atletas campeãs de Lisboa e lutar como principais favoritas para um regresso ao Nacional.

 

Festa – Pela amostragem, e por tudo o que fizeram nesta primeira fase, esse objetivo pode estar mais perto?

R. M. - Como é evidente, embora tenhamos a consciência de que o caminho ainda vai ser muito difícil, tendo que o disputar com outras equipas muito competitivas, não estava a ser verdadeiro se não referisse que desde a equipa técnica até às atletas, todos temos foco. Vencer.

 

Festa – Foi isso que lhe foi pedido pela direção dos Arneiros?

R. M. - Não, a direção não nos estipulou qualquer meta, só nos pediu para continuar a ser uma equipa competitiva e respeitadora.

Fomos nós, equipa técnica e atletas, que, desde a primeira hora, apostámos que seria possível fazer melhor que na época anterior e se o conseguirmos isso representa a subida de divisão, claro.

 

Festa – Porque essa obsessão pelo Nacional?

R. M. - Por várias razões. Primeiro, porque temos um leque de atletas que merecem estar no principal escalão da modalidade, depois, porque já temos uma série de jogadora com experiência em jogar a esse nível e depois, porque temos um grupo extremamente competitivo, em que o facto de poderem fazer de todos os jogos uma final, como acontece no Nacional, só pode trazer benefícios para o mesmo grupo.

Acredito, e acreditamos, ser capazes de lá chegar. Pelo menos vamos fazer com que seja muito difícil a qualquer adversário afastar-nos dessa meta.

Por fim, temos um público fantástico, como há muito não via no futsal, e por eles somos obrigados a dar o que temos, e o que não temos, para lá chegar.

 

Anótnio Ludovino

(treinador futsal feminino CF Os Paulenses)

Em conversa com António Ludovino, o treinador da equipa do CF “Os Paulenses”, procurámos medir a motivação e objetivos da equipa para a época que agora acaba de terminar a primeira fase desta competição.

Encontrámos um treinador altamente motivado, a acreditar que com a continuação do trabalho árduo e metódico é possível chegar até, quem sabe, à Taça Nacional e eventual subida ao principal escalão do futsal nacional, onde já esteve com outra formação torriense.

Mas, escutemos António Ludovino, que termina esta primeira fase em segundo lugar entre as seis apuradas para a fase seguinte e a curtos três pontos de diferença para a primeira classificada.

 

Revista Festa – Como vos está a correr a época, agora que termina a primeira fase?

António Ludovino – A equipa está bem. Ficámos em segundo lugar e apurados para a segunda fase, onde vamos começar com metade dos pontos já conseguidos e tentar, no mínimo, manter este segundo lugar, mas acredito que é possível ainda chegar ao primeiro.

 

Festa – Foram apuradas nas seis primeiras equipas?

A. L. - Sim, foram apuradas as seis primeiras equipas para lutar pelo título e as seis últimas ficam a lutar pela fuga à descida. Fizémos uma primeira fase e nunca tivemos o apuramento em risco.

 

Festa – Neste momento, tem as jogadoras que queria, ou gostaria de contar com mais uma ou duas jogadoras para tornar a equipa ainda mais competitiva?

A. L. - Temos a equipa possível e estou muito satisfeito com as jogadoras que temos e com o desempenho e dedicação das mesmas.

Também não temos muitas jogadoras disponíveis na nossa região, e aquela que perdi foi para uma grande equipa, o Benfica, pelo que acabo por ficar satisfeito por ela, embora fosse uma mais valia para a nossa equipa, claro, já que era uma das nossas melhores jogadoras.

Mas a equipa continua muito forte, e este ano ainda conseguimos melhorar a classificação conseguida no passado ano, nesta primeira fase, pelo menos.

 

Festa – Quais os vossos objetivos para esta época?

A. L. - O nosso objetivo é ficar na melhor classificação possível. Se essa classificação for no primeiro lugar, melhor.

Vamos lutar para que as nossas atletas sejam campeãs, pelo menos estamos a trabalhar para isso. Pelo menos, acho que podemos alcançar um dos dois primeiros lugares, para poder disputar a Taça Nacional.

 

Festa – É importante essa presença?

A. L. - Claro que sim, pois para além de se jogar com equipas diferentes, de outras regiões, é a Taça Nacional que permite a subida de divisão e a presença no Campeonato Nacional da próxima época.

 

Festa – O António Ludovino já esteve nesse Campeonato Nacional há duas temporadas...

A. L. - Sim, eu já estive a disputar o CN Futsal Feminino, mas gostava que estas jogadoras também pudessem estar, é para isso que estamos a trabalhar.

Claro que o nosso objetivo é só fazer o melhor possível, mas se esse melhor nos permitir a presença no Nacional, ótimo. Valor para isso penso que estas jogadoras e esta equipa têm e o nosso pensamento tem que estar sempre aí, no conseguir chegar o mais alto possível.

 

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