Americano bestial!...

Americano bestial!...

Um dos prodígios da indústria automóvel norte-americana dos ‘anos 70’ - o Dodge Challenger - desperta com uma verdadeira gama, mantendo as mesmas virtudes em todas as versões, conseguindo responder à maioria dos consumidores, mais e menos endinheirados, prometendo sempre a personalidade de um superdesportivo.

No topo da linha, encontramos dois monstros capazes da maior adrenalina, ora com 707, ora com 852 cavalos.

Intactos, mantêm-se os princípios em revivermos nostalgias, tal como sucede com os irmãos Chevrolet, Camaro e Ford Mustang.

Tal como entre os europeus, os norte-americanos amantes da ‘coisa automóvel’ são susceptíveis a revivalismos, muito por força de algumas das marcas se esforçarem por perpetuar a construção de alguns dos seus ícones.

O conceito do modelo Camaro, da Chevrolet, e do Mustang, da Ford, ultrapassou os públicos-alvo pouco depois das suas aparições, em meados da década de 60’ do século passado.

Esse idealismo, mais ou menos romântico de observar uma indústria onerosa que teve o condão de superar, sempre, as maiores crises: as económicas, as duas depressões motivadas pelas Grandes Guerras, a crise do petróleo, os emergentes conflitos a médio-Oriente e as recentes dificuldades financeiras originárias da globalização desenfreada.

Se a Ford e a Chevrolet pensaram à mesma dimensão: ultrapassar as angústias da II Guerra Mundial, aproveitando a nova classe média que despontava nas maiores metrópoles, formada por jovens que aspiravam e estimulavam a inovação e novas modas, com a criação de dois veículos automóveis que fossem verdadeiramente superdesportivos, mantendo os tradicionais três volumes, uma bagageira generosa, quatro lugares dignos dessa designação, com motores potentes, colocados à frente e com tracção atrás, mas com apenas duas portas; a Dodge fê-lo logo a seguir, mesmo sobre a passagem da década – dos anos 60’ para os anos 70’ – com o surpreendente modelo Challenger, mas que apenas se produziria durante quatro anos.

O modelo regressou 32 anos depois - em 2006 - já com investimento europeu, do Grupo Fiat. A marca fundada em 1914, por John e Horace Dodge, reconstruiu o conceito do Challenger e apressou-se a ser o mais sério concorrente dos ‘irmãos’ Mustang e Camaro que jamais deixaram de ser produzidos e de perder o carácter independentemente das sucessivas modernizações tecnológicas e mecânicas. Nos Estados Unidos, o sucesso foi quase imediato.

A marca relançou o modelo equipando-o com um motor V8, da série Hemi, com 425, mas capaz de ultrapassar a velocidade máxima de 320 Km/h e atingir os 100 Km/h, abaixo dos 3,5 segundos. No entanto, o mercado norte-americano exigiu mais: versões mais e menos sofisticadas, adaptadas a todos os bolsos, motores menos e mais potentes, interiores mais retro sem perder o entusiasmo e a exigência pela partilha das novas tecnologias de comunicação e de segurança activa e passiva.

A aquisição do grupo Chrysler-Daimler pelo gigante Fiat (Fábrica Italiana de Automóveis de Torino), foi decisiva para o surgimento de uma verdadeira gama do Challenger. Para 2018, a Dodge promete 14 versões do Challenger, 1 motor V6 e três de 8 cilindros em V, respectivamente com cilindradas de 3,6 litros (305 cv), 5,7 litros (375 cv), 6,4 litros designado por 392 Hemi (485 cv) e o de 6,2 litros Super-chargeed Hemi SRT Hellcat que debita 707 cavalos para um binário de 650 Nm. E é este mesmo motor potenciado que equipa a versão Demon, a estrela da companhia, considerado o automóvel de produção mais rápido e cuja potência é de 852 cavalos com uns absurdos 106,4 kgfm de torque.

O Demon encerra algumas particularidades: é equipado com pneus construídos propositadamente, Nitto NT05R com medida de 315/40 R18, adaptados para provas de arranque; um jogo de jantes com pneus mais estreitos para substituir os dianteiros especificamente para fazer provas de arranque e percorrer rectas; cintos de segurança com fecho central tal como nos carros de corrida; tampa do motor com uma entrada de ar diferenciada das restantes 3 opções e tem vias mais largas.

No entanto, a Dodge promete praticamente os mesmos equipamentos tecnológicos, tanto nos domínios da mecânica, como na electrónica de comunicação, gestão das funções mecânicas e multimédia, tudo com processamento disponível num ecrã táctil de 8,5 polegadas. Todos são equipados com caixa de velocidades automática de 8 marchas com quatro funções, sistemas de travagem Brembo, suspensões Koni ou Bilstein. E uma das versões apresenta-se com tracção integral.

O mais surpreendente é o esforço realizado em torno da distribuição do peso: garante-se para todas as versões uma distribuição 50%-50% para cada eixo por força da utilização de materiais mais leves e diferenciados e da experiência do grupo que se demonstra na Ferrari, Maserati e mais recentemente nos mosdelos 4C e Giulia Quadrifoglio

Challenger é...

O Challenger é um modelo desportivo dluindo e duas portas de tamanho médio da Dodge.

A sua produção iniciou-se em 1970.

Partilhando a sua plataforma (E-Body) com o Plymouth Barracuda o Dodge Challenger impressionou pela sua vasta gama de motorizações. A versão R/T (Road/Track) dispunha de motores, todos eles V8 desde o de 335cv, o de 375cv, com um carburador de quatro corpos, Magnum 440 e o topo de linha 426 Hemi V8 de 425cv.

A Dodge ainda construiu a versão T/A (Trans Am), a qual era vendida quase idêntica à que a Dodge competia no campeonato Trans Am.

O primeiro carro que levava o nome Challenger foi a introdução no meio do ano de 1959 de uma edição limitada de Dodge Challenger Prata. Este foi um modelo de seis cilindros ou V8 disponível apenas na pintura de prata e apenas em um corpo de duas portas. Veio com recursos extras, sem nenhum custo, incluindo pneus premium parede branca, as tampas das rodas completas, limpadores de pára-brisas elétricos, bem como um interior atualizado com tecidos de luxo e de parede a parede carpete profundo.

Em 1971 o Challenger foi reestilizado, tendo também devido às leis de emissão de gases, ter reduzido a sua potência.

1972 foi um mau ano para o Challenger, tendo a Dodge acabado com a versão conversível e a R/T.

A versão mais potente do Challenger oferecia agora modestos 440cv. Em substituição do R/T a Dodge lançou a versão Rally, com parcos 150cv.

Em 1974 o Challenger desapareceu, deixando saudades por todos os entusiastas deste modelo da Dodge.

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