Inevitável

Inevitável

O Mundo vive um momento em que se impõe reflectir. Devemos preocupar-nos com tudo o que sucede à nossa volta.
Teremos de reler antigos ensinamentos e rever legados que nos foram deixados. Por que não ler Eça de Queirós e Fernando Pessoa, tão actuais que estão.
Por que razão somos obrigados a ouvir apenas os profetas do mal, os comentadores de uma facção alarmista; dos que adivinham e ou antevêm uma espécie de holocausto, o perigo de regimes totalitários ou autocratas entre os países do Ocidente europeu – excluam-se os da Euroásia como por exemplo a Turquia, já transformado num regime presidencialista com cariz diatorial - só por que são cada vez mais as vozes contra:

  • A União Europeia e os seus Órgãos que não são eleitos por ninguém e cuja missão é regulamentar a vida dos povos e, em particular, a actividade economica e financeira entre os membros do Euro Grupo, ou seja nos países da moeda única;

  • A continuação dos países contribuirem para uma União Europeia, enquanto organização que não cuida efectivemente dos interesses globais dos seus Membros, nem concessiona a mesma importância a todos eles enquanto seus pares;

  • A ingerência no quotidiano dos países a todos os níveis, mas deixando de fora condicionalismos que favoverecem os mais fortes economicamente e nem sequer conseguindo fomentar uma politica fiscal comum;

  • A excessiva falta de controlo nas fronteiras, abrindo-se os países à entrada de todos os cidadãos, mesmo daqueles que oriundos de países de fora da União, sem identidades que se possam confirmar e obrigando a esforço de compensações sociais suplementares;

  • A sistemática vulnerabilidade da segurança dos cidadãos e dos seus bens;

  • A ausência de politicas europeias concertadas, sobretudo no que concerne às imigrações e estratégia no plano internacional;

  • A falta de autonomia na generalidade do relacionamento bilateral com países fora da União;

  • A cegueira da maioria dos países Membros na ideia peregrina em querer a Turquia dentro da União Europeia, um país onde nem sequer há lugar à igualdade de género com uma sociedade extremada e onde os direitos humanos são uma miragem.

 

Vivemos um momento ímpar, estupidamente anti-cultural e confinado a um só ideário como se fosse o único a considerar no que se designa por democracia. No fundo, estamos obrigados a ouvir um grupo de cidadãos presos a lobbies, onde a ética nem sempre preside, bem antes pelo contrário:

  • Dos maiores operadores financeiros;

  • Dos seguidores da ideia peregrina que a Europa é dos Serviços, suportada apenas nas novas tecnologias, como factor único de desenvolvimento, deixando progressivamente o investimento na industria e agricultura, estas sim actividades economicas que percepcionam verdadeiro valor acrescentado às economias e geram receitas capazes de pagar os ‘Estados Sociais’;

  • Dos agnósticos que generalizam credos, concessionando igualdade de oportunidades a quem não comunga do sentimento de liberdade e de igualdade de género e de direitos cívicos, só porque é moda e fica bem na propaganda;

  • Dos defensores mais radicais das liberdades sexuais;

  • Dos anti-cristãos e anti-família, muito em voga no seio da maioria dos políticos europeus modernos que chegam a apresentar esta característica como charme elitista;

  • Da classe dirigente que nos vende a União Europeia como a salvação do nosso Mundo mais próximo.

 

Em 2017, em pleno Secúlo XXI, só ouvimos o que nos oferecem. Não reivindicamos. Aceitamos a aculturação. Somos levados a acreditar nesta democracia decadente, controlada por quem domina e gere os poderes, principalmente os economicos e políticos.

Uma fatalidade… De uma Europa onde por exemplo, as projecções de crescimento são de apenas 1,7%, contra 3,5% do resto do Mundo, e onde o desemprego se manterá estável com as percentagens alarmantes, principalmente entre os jovens.

De uma Europa onde as variações extremas do custo laboral foram de 42 euros por hora, na Dinamarca, contra 4,4 euros, na Bulgária.

 

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