Biblioteca do Cadaval promoveu encontro com Pedro Chagas Freitas

Biblioteca do Cadaval promoveu encontro com Pedro Chagas Freitas

A Biblioteca Municipal promoveu, no passado dia 26 de novembro, um encontro com o aclamado escritor Pedro Chagas Freitas. A iniciativa permitiu ao público ficar a conhecer o percurso de vida de um dos escritores mais lidos em Portugal, cujo reconhecimento surge através das redes sociais

Foi precisamente a rede social “Facebook” que deu visibilidade ao autor do conhecido best-seller “Prometo Falhar”, tal como nos relatou Pedro Chagas Freitas, durante o encontro promovido no Cadaval pela Biblioteca Municipal.

«Quando é lançado o “Prometo Falhar” (em 2014), eu já tenho mais de 100 mil pessoas no Facebook», refere o próprio. Ao contrário do que se poderia pensar, o escritor contava já «com muitas obras escritas, que nunca foram publicadas e que, se calhar, nunca vão ser», conforme avança.

«Até 2014, não havia nenhum exemplo em Portugal, e mesmo lá fora, de algum livro assim, fragmentado (com flashes e com muitos personagens), que tivesse tido muito sucesso em termos de vendas», revela Pedro.

Adianta o escritor que o título “Prometo Falhar” vem da conjugação de um conceito positivo com outro negativo. «Temos aquela ideia de que falhar é terrível; ninguém gosta de falhar. Por outro lado, todos nós somos viciados em prometer», observa.

Pedro Freitas enunciou, em tom jocoso, uma série de “falhas de profissão” por que passou – operário fabril, nadador-salvador, porteiro, “barman” ou jogador de futebol (neste caso, por vários anos). O autor destacou, durante a sessão, a importância de falhar e de saber falhar na trajetória de vida.

«Aos 35 anos, decido que iria viver do que escrevia, fosse escrever para jornais, revistas, o que quer que fosse, mas nunca pensei viver dos livros que vendo. Aliás, os meus primeiros livros, fui eu que os paguei», conta.

Foi com a profissão de jornalista desportivo que começou a ganhar dinheiro a escrever, aquando da frequência do segundo ano do curso superior de Linguística.

O seu currículo inclui, ainda, a função de redator de publicidade (copywriter), afirmando ter escrito anúncios para diversas marcas. «A criatividade é muitas vezes o que faz o caminho», defende, descrevendo como começou a trabalhar em publicidade sem ter currículo na área. «Em vez do currículo, mandei uma caixa gigantesca com uma alface dentro e um cartãozinho a dizer “Vimaranense quer ser alfacinha”, porque a agência ficava em Lisboa. Em baixo, indiquei só o meu email. Dois dias depois, já tinha resposta».

O seu mais recente livro, “A Repartição”, publicado pela editora “Desrotina”, é considerado uma sátira dos tempos modernos. «Quis tentar perceber como é que podemos explorar, de forma emocional e ao mesmo tempo satírica, algo que à partida é tudo menos interessante em termos poéticos e artísticos, que é o espaço de uma repartição de finanças», descreve Pedro Freitas. «Gostava que as pessoas se identificassem com a Esmeralda Caçador e com o Anacleto Toupeira. Porque nós, no fundo, somos um bocadinho a mistura de caçadores com toupeiras – às vezes queremos esconder-nos, outras vezes queremos caçar», acrescenta o autor.

Login to post comments

O Estado do Tempo em Torres Vedras

News Letter

Subscreva a nossa  News Letter para receber as noticias que publicamos "na hora"...

Estão Online:

Estamos 400 Visitantes e 18 Membros Online

 

revista generalista

Torres Vedras

região Oeste e norte de Lisboa