Sérgio Cipriano volta a ser o candidato  da CDU a Torres Vedras

Sérgio Cipriano volta a ser o candidato da CDU a Torres Vedras

O atual vereador comunista Sérgio Cipriano, eleito pelas listas da CDU nas ultimas eleições autárquicas, volta a ser o líder da lista à Câmara Municipal por esta coligação, em Torres Vedras, no próximo dia 01 de Outubro.
Entrevistámos Sérgio Cipriano na penúltima edição da nossa revista, onde o candidato teve oportunidade de abordar o trabalho desenvolvido no executivo camarário onde é vereador, bem assim como quais os principais projetos, ideias e objetivos para o próximo mandato, caso volte a merecer, ou a ver reforçada, a confiança por parte dos eleitores torrienses.
Ainda assim, não queremos deixar de recordar os pontos que achámos mais pertinentes dessa entrevista que Sérgio Cipriano nos concedeu.

Revista Festa - Que o leva a concorrer às eleições?
Sérgio Cipriano - Fui indicado pelo meu partido, o PCP, onde a Comissão Política achou que era a pessoa que tinha melhores caraterísticas e disponibilidade, na altura, para encabeçar a lista da coligação CDU à Câmara de Torres Vedras.
Como estou sempre disponível e achei que poderia fazer alguma coisa mais pelo meu concelho, aceitei e concorri.

Festa - Depois de a CDU ter chegado a ter dois vereadores e ter perdido o único de que dispunha nas eleições anteriores, acha que a sua eleição foi um bom resultado?
S. C. - Nestas últimas eleições, a CDU e o PCP tiveram um resultado positivo, pois, para além de ter sido possível recuperar o lugar de vereador, recuperou-se mais um lugar na Assembleia Municipal e, mesmo com a situação referente à diminuição de freguesias, que combatemos por acharmos prejudicial às populações, também aí reforçámos, mesmo assim, a nossa presença.

Festa - Com essas limitações, acha positivo a presença de um vereador do PCP nas reuniões de Câmara?
S. C. - É difícil falar em causa própria, mas acho que é positivo para o próprio concelho a presença da CDU, como força não de bloqueio ou contra-poder, mas uma força diferente, com uma visão e opções diferentes, que leva a que o próprio PS, que detém a maioria absoluta, a ter mais cuidado com aquilo que apresenta, pois embora saiba que vai ser aprovado pode ser foco de contestação.
Por outro lado, sempre é possível fazer passar algumas propostas, como por exemplo na última reunião, em que se conseguiu reduzir o valor de uns direitos de passagem que aparecem às pessoas na fatura das telecomunicações e que representam uma verba irrisória para o município num orçamento global de 48 milhões de euros.

Festa - Quais as propostas mais relevantes que tem feito ao longo destes anos para benefício do concelho?
S. C. - Mais do que estar a enumerar as propostas, que são muitas, para nós os temas em que nos temos empenhado penso terem mais significado.
Em cerca de três dezenas de reuniões já apresentamos mais de uma centena de assuntos que achamos ser de interesse para a população do nosso concelho.

Festa - Quais os assuntos levantados?
S. C. - A mobilidade, por exemplo. Este é um problema que se continua a debater, pois a situação anterior era má mas a que agora existe também não é a aconselhável, sobretudo o alargamento que foi feito da taxação a toda a cidade. Há locais onde não tem qualquer justificação.
No urbanismo também há situações caricatas, com o caso da CUF, que viu ser aprovado pelo PS e PSD o aumento das instalações do Hospital para quase o dobro, conseguindo a proeza de o fazer aprovar com a redução do pouco estacionamento que tinham para cerca de metade.

Festa - E as reuniões públicas descentralizadas do executivo às 9h30 da manhã, são positivas?
S. C. - Esse é outro assunto que achamos pertinente. As reuniões descentralizadas claro que são importantes, essa hora que refere e a que as mesmas se realizam, às terças-feiras, é que não acho adequada.

Festa - Qual a sua posição quanto ao IMI?
S. C. - Esse é outro ponto em que me tenho batido, pois o PCP acha que pode haver uma redução. Fiz essa proposta em reunião de câmara, no sentido de reduzir em 10% o imposto, mas o PS acha que não, que se deve manter nos valores atuais e, como votou contra, continuamos a ter um IMI mais elevado do que seria desejável, no concelho.

Festa - Ainda tem mais perto de um ano de mandato. Que espera ainda poder fazer?
S. C. - Os meus objetivos, e os do PCP, são os mesmos de sempre. Procurar contribuir para melhorar o nível de vida das pessoas e, embora numa conjetura pouco favorável  no executivo, nunca deixaremos de o tentar.      

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