Festas da Cidade de Torres Vedras vão acolher um conjunto de exposições

Festas da Cidade de Torres Vedras vão acolher um conjunto de exposições

No âmbito das Festas da Cidade de Torres Vedras, a galeria municipal torriense vai acolher várias exposições que serão inauguradas no dia 10 de novembro, pelas 21h.

Uma delas será a exposição de pintura de Paula Rito “Linhas ao Vento do Norte”.

Segundo refere Isabel Ventura Tavares acerca do trabalho desta artista: “Partindo de cadernos de desenho, diários gráficos, cadernos de viagem, territórios mínimos que funcionam como localizações; tomando a metáfora paisagística como meio operativo; Paula Rito realiza um exercício permanente sobre as condições de procedimento da própria pintura, sobre a ligação da imagem pictórica com o mundo visível e a fenomenologia da visão, mas também uma reflexão, sobre o corpo que pinta e sobre o corpo que vê. (…) Na medida em que nos representamos no que está perante nós, cada paisagem transmutada pode ser um lugar de aprendizagem do olhar sobre o cosmos e sobre as condições de procedimento da própria prática da pintura. A vivência da perceção é habitada por um corpo e por um mundo de espessura recíproca”. Aquela crítica de arte acrescenta ainda: “Reaprender a ver, recomeçar escavando, regressar à paisagem e estar atento à espessura que nos separa da obra, são os princípios geradores da pintura de Paula Rito, uma forma de transformação que pode ser um lugar mítico, retornado, diário gráfico do lugar onde as coordenadas espaciais se fendem e se abrem diante de nós, acabando por se abrir em nós e assim, nos incorporam, por inteiro. É quando uma obra dá lugar a outras plurais que percebemos que as coisas visuais são sempre já lugares”.

“Linhas ao Vento do Norte” estará patente na Paços até 5 de janeiro.

Outra mostra que será inaugurada naquela ocasião na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras será a exposição/instalação de Dulce Nunes “O Jardim da Ana”.

Esta exposição acontece após a realização de uma residência artística no âmbito do evento Arte ao Centro, na qual se desenvolveram também oficinas com o público escolar, a partir do que Dulce Nunes apresenta um olhar sobre os espaços exteriores privados - os terraços - que povoam os bairros e que estão longe do olhar e da imaginação comum. Uma interpretação poética que não deixa de lado uma leitura sociológica de como nos apropriamos destes espaços, de como os tornamos nossos e de como os mostramos ou não mostramos.

Ainda no dia 10 de novembro, pelas 21h, vai ser inaugurada na Paços a exposição “Superfícies Sonoras e Máquinas de Sons”, organizada pelo Coro Infantil e Juvenil de Torres Vedras, o que contará com uma atuação deste agrupamento musical.

Nesta exposição é intentada “uma viagem pelo património arquitetónico do centro histórico da cidade através de um novo olhar sobre a descoberta da música em cada fragmento de fachadas antigas, gradeamentos, portas, janelas, património azulejar e outras superfícies em baixo relevo, onde os desafios da imaginação e criatividade não têm limites.

“Superfícies Sonoras” da cidade canta e toca objetos com tempo, sobre o olhar do presente, com destino à perseveração das memórias identitárias das pessoas e do património. Foram elaboradas partituras musicais não convencionais interpretadas vocalmente e por máquinas sonoras inusitadas. Cada máquina sonora é uma peça singular, pelos diferentes materiais utilizados, construídas com objetos abandonados e reinventados, na procura de novas expressões e sonoridades únicas que deles se obtêm.

“Superfícies Sonoras” vive de história, de narrativas, de encontros e desencontros, de experiências, de criatividade, onde cada fragmento arquitetónico canta a sua história.
São os lugares que inspiram as pessoas.
São as pessoas que fazem viver os lugares.
São os lugares que nos fazem existir.

Em “Superfícies Sonoras” desfruta-se da diversidade de máquinas sonoras, num cenário de história, música e artes plásticas”.

Estas duas últimas exposições estarão patentes na Paços até 8 de dezembro.

Já no próximo dia 31 de outubro, pelas 18h, é inaugurada no Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras a exposição coletiva “Oceano – Mar é Vida!”, da responsabilidade da associação David Melgueiro.

De referir que "Oceano - Mar é vida!" é um espaço imenso de liberdade, de desconhecido, de desejos, de esperanças, de movimento, de medos, de aventuras intemporais onde o imaginário de cada um se pode deixar transportar no vento das suas superfícies imensas e no movimento das suas vagas e correntes, até ao fundo dos abismos impenetráveis…

Os artistas da Tertúlia de Arte da Associação David Melgueiro, num movimento espontâneo de pintores, escultores e tecelões, embarcam neste imenso desafio e aventura.

As obras levam-nos da epopeia marítima onde naus e caravelas enfrentaram os monstros do desconhecido e o gigante Adamastor na descoberta do imenso, à poesia de Pessoa, ao Fado, mas também aos reflexos do mundo submarino e ao constante movimento das vagas e das espumas contra os rochedos, aos abismos onde regurgita a vida que se transforma e adapta deixando, ainda, o seu grito de alarme para o flagelo da agressão a que são submetidos os Oceanos, sem esquecer os fenómenos extremos que emergem como tsunamis, tempestades, o desaparecimento dos gelos das altas latitudes e a poluição dos mares.

Esta exposição surpreende nestas leituras e registos diferentes, reflexos das sensibilidades que a animam.

A sua visita é um sinal inequívoco de encorajamento à arte que singra a custo pelo meio das bolas de futebol e dos “reality Trumps”; é ainda uma forma de contribuir para levar Portugal ao Mundo através da Expedição MARBOREALIS”.

A exposição “Oceano – Mar é Vida!” vai estar patente no Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras até ao dia 19 de novembro.

Após a inauguração desta exposição terá lugar pelas 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras, um concerto da Banda da Armada Portuguesa e da Camerata Vocal de Torres Vedras alusivo à mesma.

De referir ainda que durante as Festas da Cidade de Torres Vedras está patente uma exposição de máquinas agrícolas antigas no Parque Regional de Exposições e a exposição “Jardim de Castas” na Praça da República, na Praça do Município e na praça fronteira ao edifício da Câmara Municipal de Torres Vedras.

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