Psicologia: A Empatia

Psicologia: A Empatia

Confundimos constantemente o significado de empatia, inclusive atribuimo-lo a uma espécie de simpatia…”mais profunda”.
A expressão “criei empatia com ele” não veio ajudar a clarificar a interpretação da palavra, visto que a utilizamos quando simpatizamos ou gostamos de alguém. Na verdade, muitas vezes empatizamos realmente com a pessoa, só não sabemos explicar porquê.
A empatia consiste na capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Como dizia o psicólogo Carl Rogers: “ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo reflectido nos olhos dele.”


A empatia acaba, assim, por nos permitir uma perspectiva diferente do que nos rodeia. Acontece tantas vezes subestimarmos ou julgarmos outras pessoas mediante o nosso padrão de certo e errado, fácil e difícil, bonito e feio, que nem chegamos a tentar pensar como a outra pessoa. Se o fizermos, talvez consigamos perceber melhor as razões para os comportamentos de quem nos rodeia e, dessa forma, criar uma atmosfera relacional mais aberta, de confiança e apoiante. A empatia acaba por melhorar as relações e aumentar o nível de satisfação de todos os seus elementos integrantes. Quando estamos a ser empáticos, significa que estamos a pensar com a pessoa, ao invés de pensar por ou acerca dela. Já tentou? Nem sempre é fácil… Às vezes sentimos que estamos a fazer de tudo para perceber o outro, mas estamos demasiado presos aos nossos sentimentos, às nossas emoções e aos nossos quadros de referência pelos quais nos temos vindo a seguir a vida toda.

Como ser empático?
- Transmita o desejo de compreender, que tem vontade de falar e saber mais, oiça
- Discuta o que realmente é importante, o que preocupa ou alegra a outra pessoa
- Refira os sentimentos do outro, confirme que percebe o que ele está a sentir (mesmo que não perceba porquê, que não encontre motivo, consegue perceber que a pessoa não se sente bem, por exemplo)

Nem sempre o que “mexe” connosco coincide com o que afecta as pessoas que nos rodeiam: há quem chore por falecer um cão, quem sofra por preocupações de eventuais problemas que ainda nem existem, quem não saiba lidar com separações, quem não consiga tolerar a frustração, etc… Isto não significa que o sofrimento seja maior ou menor. O problema em si é pouco relevante nas nossas vidas… O importante é a forma como olhamos e lidamos com o problema. É um aspecto que devemos ter em mente quando pensamos na empatia: para mim pode não significar nada, mas o que interessa é o que a outra pessoa sente e responder de forma adequada a esse sentimento (e não ao problema).
Quando a outra pessoa se sente não só ouvida mas, principalmente, compreendida, é tanto mais provável que confie mais em si e se sinta mais à vontade na vossa relação para conversar e partilhar.
Se tentar compreender os outros, quem sabe não tentem compreendê-lo melhor a si também?
Precisa de ajuda?   Um psicólogo pode ajudar...

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