Alergias Alimentares: o que são, o que provocam e como prevenir?

Alergias Alimentares: o que são, o que provocam e como prevenir?

O aparecimento das alergias alimentares tem vindo a aumentar nos últimos anos.
Segundo dados da Direção Geral de Saúde, estima-se que pelo menos 8 em cada 100 crianças sofram de alergia alimentar, sendo que na última década verificou-se um aumento de 50%. A prevalência nos adultos estima-se que seja mais baixa.


As alergias alimentares não são mais do que uma resposta do sistema imunológico após a ingestão de um determinado alimento. Os sintomas surgem muito rapidamente, entre alguns minutos até duas horas após a ingestão, sendo que as principais manifestações clínicas são a diarreia, o vómito e as dores abdominais.
As alergias alimentares mais comuns são ao leite, ovo, amendoim e frutos secos, conhecidos como frutos de casca rija, como a noz, a avelã, a amêndoa, peixe, marisco, soja e trigo, sendo estes os alimentos responsáveis por cerca de 90% das reações alérgicas. Atualmente estão legisladas 14 substâncias com potencial de provocar alergias ou intolerâncias alimentares (Regulamento UE n.o 1169/2011 de 25 de Outubro). São eles, o leite, ovo, trigo, moluscos e crustáceos, peixe, soja, amendoim e frutos de casca rija, sementes de sésamo, aipo, mostarda, tremoço e dióxido de enxofre e sulfitos.
A principal forma de tratamento consiste na evicção alimentar, ou seja, na eliminação do alimento (alergénio) na dieta dos indivíduos que padecem destas alergias alimentares. Esta exclusão implica, não só a não ingestão do alimento em causa, bem como todas as preparações culinárias que possam conter o alergénio. Trata-se de um processo complexo e difícil para estes indivíduos, uma vez que é necessário uma análise cuidada dos rótulos que acompanham os alimentos pré-embalados, assim como a sensibilização e cooperação dos estabelecimentos de restauração e bebidas na comunicação dos alergénios de forma a excluírem os alimentos e preparações que desencadeiam a alergia alimentar.
Desde Dezembro de 2014, a proteção dos indivíduos com esta patologia pode ser assegurada pela legislação que obriga a rotulagem (Regulamento UE n.o 1169/2011 de 25 de Outubro), através da menção no rótulo de todos os ingredientes e auxiliares tecnológicos (corantes e conservantes), considerados potencialmente alergénicos, destacados por grafia diferente, estilo ou cor de fundo. Por vezes, junto aos ingredientes podem existir avisos quando determinado ingrediente não é usado de forma intencional, mas pode estar presente na alimentação por práticas de risco, sobretudo as contaminações cruzadas (por exemplo: "Pode conter vestígios de ...").
Verifica-se que os doentes que sofrem de alergias alimentares tendem a evitar as "refeições fora de casa" pelo receio de exposição acidental a determinado alimento, devido à falta de conhecimento e boas práticas manifestadas por parte dos estabelecimentos de restauração.
Assim, é fundamental que estabelecimentos como restaurantes, hotéis, padarias e pastelarias, bares, cafés e serviços de catering e todos os seus colaboradores, reconheçam o importante papel que têm na saúde do doente com alergia alimentar, bem como na própria integração do doente e promoção da sua qualidade de vida.

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