Afinal sempre era uma Esplanada, n'O Olhar de Carlos Rosa, esta semana nos 93.8FM da Europa

Afinal sempre era uma Esplanada, n'O Olhar de Carlos Rosa, esta semana nos 93.8FM da Europa

Afinal sempre era uma Esplanada, é o tema da rubrica do nosso diretor n' O Olhar de Carlos Rosa, emitida na Rádio Europa, Torres Vedras, em 93.8FM pelas 7:30, 8:30, 13:30 e 18:30 às segundas-feiras.

Pode escutar-se também online aqui:


Ou ler-se no texto colocado de seguida:

 

"Olá amigos.

Afinal sempre era uma esplanada!

Desta vez vou ter que me penitenciar junto de alguns amigos que me diziam, logo de início, que afinal a Câmara de Torres Vedras estava a retirar três lugares de estacionamento e alargar o passeio junto ao Teatro-Cine para fazer uma esplanada para um dos cafés da zona.

Sempre lhes disse que só podiam estar a brincar, que só diziam isso por gostarem mais ou menos do executivo camarário atual.

Nunca achei, nem nas minhas piores expetativas, que isso fosse possível. Que a Câmara fosse sacrificar o bem público ao interesse de um privado.

Pior ainda, que fosse colocar, ou permitir colocar, uma parede de vidro a poucos centímetros da faixa de rodagem, numa zona de curva, representando manifesto perigo, quer para os automobilistas quer para quem eventualmente tenha a coragem de usufruir de uma das mesas da referida esplanada, com as viaturas a circular a escassos centímetros.

Basta um pequeno erro de um condutor para se dar uma catástrofe.

Mais, não compreendo como é possível o município estar a pressionar outros empresários, que têm pequenos postes de suporte inócuos a centímetros da via pública e ter agora, neste caso, construído, ou deixado construir, uma parede de vidro com cerca de uma dezena de metros ao longo da estrada e a dividir esta do passeio.

Não faz sentido.

Para além do perigo, este real, é um autêntico obstáculo, é inestético e impeditivo da circulação das pessoas naquela zona, mesmo com o passeio alargado que a Câmara construiu para o efeito.

A barreira de vidro continua lá.

Alguém deve ter tido esta ideia brilhante, baseada em algum parecer estranho daqueles que aparecem quando dá jeito e a quem convém.

Há melhores formas de gastar os dinheiros públicos, sobretudo num ano de eleições autárquicas, em que certamente muitas pessoas não vão esquecer a forma como os líderes a quem deram a sua confiança se estão a comportar e a aplicar os seus impostos.

Quem se meteu nesta jornada certamente não se preocupou minimamente com quem vota. Com as pessoas.

É uma atitude, uma obra e uma autorização fora de qualquer senso comum.

Pessoalmente não tenho qualquer simpatia ou antipatia por estes ou outros políticos, mas seguramente que, quando se for colocar o voto vai ter que se considerar, sem qualquer emoção, qual a razão porque se fazem passeios para satisfazer um café, na cidade, e para embelezar o largo da aldeia nunca há verbas nem orçamento.

Os políticos tomam as suas opções, nós, cidadãos, temos que tomar as nossas.

Há coisas que não fazem mesmo sentido.

Bom senso, precisa-se!

 

Até para a semana, amigos..."

 

 

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