Psicologia: Relações Saudáveis - As discussões

Psicologia: Relações Saudáveis - As discussões

Embora possa parecer fácil, manter uma relação saudável tem muito que se lhe diga.
Falando de relações amorosas, de amizade ou até familiares, a manutenção de práticas positivas e construtivas é aconselhável para que não haja um desgaste constante.
Quantas vezes os problemas pequenos se vão acumulando e acabam por se tornar em divergências insuportáveis?

Dito isto, um dos maiores segredos sobre como manter a relação feliz está focado nos pormenores… Nas coisas pequenas que por vezes tomamos como garantidas ou achamos não terem grande importância.
Invariavelmente, em qualquer relação vão existir desacordos e, muito provavelmente, discussões.
Como lidar da melhor forma com a discussão?


Sendo cada caso um caso, e cada pessoa diferente das restantes, manter o respeito pelo outro e honrar o ditado “não faças o que não gostas que te façam a ti” são regras que se insurgem sem debate.

De entre um grande leque de situações, deixo-vos alguns cuidados principais, e fundamentais, para que uma pequena (ou grande) discussão não se transforme num problema incomportável.
Não misturar tudo: Se a zanga é sobre as meias no chão, não vamos discutir por a televisão ter ficado ligada e as contas terem ficado esquecidas. Essa é a verdadeira tempestade num copo de água: começamos a debitar tudo o que ficou para trás e a outra pessoa só tem uma solução que é defender-se dos nossos ataques. Um problema de cada vez e não “atirar coisas à cara” ajuda a que a pessoa fique mais receptiva a resolver a questão.
Atacar, atacar, atacar: Quando começamos as frases com “TU fizeste…” ou “Tu sabias bem que…” o interruptor da outra pessoa desliga o estar susceptível a perceber o que se passa e só se sente atacado. Sentindo-se atacado, vai atacar de volta por forma a defender-se. Experimente ser empático e paciente: “Eu sei vens cansada ao fim do dia, mas tenta arrumar a roupa no sítio como já tínhamos falado, pode ser?”
Não usar termos absolutos: Só porque uma pessoa fez uma coisa má, não significa que seja uma pessoa má. É um conceito muito comum quando nos relacionamos com crianças, mas rapidamente se molda às nossas relações adultas. Termos como “És sempre a mesma coisa” ou “Nunca fazes nada como eu quero” só vão reforçar os comportamentos que não gostamos no outro, já que estamos praticamente a dizer que é o que é esperado dele.
Não discutir em público: Tudo ganha outras dimensões quando há espectadores. A necessidade de “ganhar” a discussão pode ser maior e esta escalar para níveis que depois são difíceis de recuperar. Mais tarde podem sentir vergonha, humilhação, falta de apoio… E nada disso é construtivo para manter uma boa imagem de nós e da relação.
Não trazer outras pessoas para a vossa discussão: Envolver outras pessoas na discussão é aumentar o raio de acção da mesma. Se há um problema, tem de ser resolvido por vocês e entre vocês, trazer mais alguém para o meio vai aumentar a distância a percorrer para a resolução e, mesmo que depois haja um entendimento, ficará sempre lembrado pelos outros externos à discussão.
Não falar em separação: É uma porta que não se deve abrir. Quando gostamos, cuidamos, e falar muitas vezes em separação só vai tornar mais fácil passar da ideia ao acto. Uma relação é uma coisa que nem sempre é fácil ou feliz, mas se é algo que vale a pena manter, não vamos por em cima da mesa um hipótese que não queremos que lá esteja.
Não abandonar a discussão: Quando abandonamos a discussão, seja sair de casa ou deixar o outro sem resposta, estamos a deixar um problema em aberto. Além de passar a mensagem de desinteresse ou impaciência, quando os assuntos não são resolvidos muitas vezes escalam para coisas maiores. Quando a discussão é grande e assim seja necessário, há sempre a possibilidade de ficar um tempo sozinho até se acalmarem (noutra divisão, por exemplo) e poderem por fim falar mais objectivamente.
Não dormir “na sala”: Outra situação difícil…
Maioritariamente para os casais, por vezes a zanga é tanta que nem apetece dormir na mesma cama. Mas vale a pena o esforço! Uma noite no sofá abre a porta a essa possibilidade numa outra discussão… E quando a discussão for mais séria, uma noite pode passar a duas… Quem sabe estejam muito zangados e sem falar e já passou uma semana! Dormir no mesmo quarto e manter a rotina ajuda a mostrarem-se mais dispostos para resolver a problemática.

Não à violência: Sob nenhuma circunstância se justifica o uso de violência física ou emocional aquando de uma desavença. Por vezes torna-se difícil controlar o que sentimos, quando estamos chateados, mas não se permita perder o controlo. É um caminho de consequências do qual se pode tornar bastante difícil regressar.
Manter um relacionamento satisfatório por anos dá um certo trabalho e depende das pessoas que o integram.
Nada é “só” culpa de um ou de outro, a relação é feita pelos dois.


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