De regresso à Fórmula 1

De regresso à Fórmula 1

O próximo Mundial de Fórmula 1 ficará assinalado pelo regresso da Alfa Romeo, após 31 anos de ausência.
Os pilotos serão: o monegasco Charles Leclerc e o sueco Marcus Ericsson. Leclerc, campeão de Fórmula 2, é originário do programa júnior da Ferrari e é campeão de Fórmula 2, enquanto Ericsson mantém a sua posição como piloto da Sauber.


O Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) assinou uma parceria técnica e comercial plurianual com a equipa suíça Sauber F1 Team para participar no Mundial já a partir desta temporada que começará na Austrália a 25 de Março. Alfa Romeo Sauber F1 Team será a designação oficial da equipa que exibirá o símbolo da marca italiana e contará com motores Ferrari, já da versão 2018.
 Sergio Marchionne, director executivo da FCA, afirmou que "o acordo com a Sauber é um passo significativo na reformulação da marca Alfa Romeo, que volta à Fórmula1 onde ajudou a escrever muitos dos capítulos da história daquela disciplina do automobilismo”.
O acordo prevê ainda uma cooperação estratégica, comercial e tecnológica em todas as possíveis áreas de desenvolvimento, incluindo acesso ao know-how no âmbito da engenharia e à competência dos técnicos da Alfa Romeo.  
A marca foi a indiscutível líder nos Grandes Prémios do período anterior à primeira Grande Guerra (em 1925, dominou o primeiro Campeonato do Mundo). A Alfa Romeo participou activamente na Fórmula 1 entre 1950 e 1986, seja como marca seja como fornecedora de motores. Conquistou os dois primeiros Campeonatos Mundiais de Pilotos, em 1950 e 1951, com Nino Farina e Juan Manuel Fangio.

A controvérsia do ventilador do Brabham
No início de 1975, Bernie Ecclestone, então o patrão da Brabham, assinou um acordo com a Alfa Romeo para o fornecimento de motores. Então, os propulsores tinham uma potência elevada, mas eram grandes, pesados e com alto consumo. Passaram três anos sem vitórias e com alguns abandonos por falta de combustível.
Em 1978, o Eng Gordon Murray, criou uma inovação que seria marcada pela controvérsia: Reformulou o monolugar BT46, dotando-o com um sistema de refrigeração que utilizava um enorme ventilador na parte traseira do carro, accionado por uma caixa de engrenagens. O radiador encontrava-se montado horizontalmente acima do motor e sob a parte traseira do carro havia um conjunto de saias. O resultado da inovação foi surpreendente: quando o motor atingia a potência máxima, o efeito do ventilador sugava o ar entre o asfalto e a base do chassis empurrando o carro para o solo.
A estreia do sistema ficou assinalado por um triunfo categórico da célebre campeão austríaco Niki Lauda e de uma onda de protestos da concorrência. A equipa Brabham sentiu-se afectada, não sustentou a discussão em torno da invenção, acabando por desistir imediatamente de competir com o ventilador.

Login to post comments

 

revista generalista

Torres Vedras

região Oeste e norte de Lisboa