Psicologia - Ser Positivo: ainda é possível?

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Muitas vezes acreditamos que ser positivo (ou, também pelo contrário, ser uma pessoa negativa) é algo que nasce connosco ou que se vai enraizando ao ponto da descrença na possibilidade de mudança: “eu sou assim, pronto”.
Vários estudos e artigos têm referido o facto de as pessoas com pensamentos positivos poderem viver mais anos e com melhor qualidade e satisfação de vida. A consciencialização para estes factores tem levado a que as pessoas se interessem e responsabilizem mais pela saúde mental e pela capacidade que podem ter em moldar e adaptar a forma como lidam com o mundo, com os outros e consigo próprios.


O professor José Pinto da Costa referiu que se trata da "harmonia biológica da funcionalidade cerebral" e que "os aspetos que são positivos libertam determinadas substâncias químicas que aumentam a capacidade de sobrevivência das células. Quando estamos com prazer temos um aumento de libertação da dopamina. Portanto queremos repetir o mesmo comportamento para termos dopamina que vai dar prazer. Numa harmonia, isso leva a que a probabilidade de lesão das várias estruturas da célula diminui”.
E será que conseguimos mudar?
Será que nos conseguimos tornar pessoas mais positivas?
A resposta é sim.
Durante muito tempo, acreditou-se que o nosso cérebro não tinha capacidade para gerar células novas depois de chegarmos à idade adulta, entrando num contexto de declínio neurológico. Até que começámos a ouvir falar da capacidade do cérebro para se adaptar às mudanças nos estímulos ambientais, a famosa neuroplasticidade. Cada cérebro pode adaptar-se de diversas maneiras diferentes, e o termo abrange mudanças estruturais que fortalecem ligações sinápticas. O psicólogo Ian Robertson acredita que “os seres humanos têm muito mais poder sobre a sua função cerebral do que se pensava” e que “quase tudo o que fazemos, todos os nossos comportamentos, pensamentos e emoções, mudam fisicamente os nossos cérebros”.
Estes processos são caminhos no tempo, progressivos. Se por um lado é possível que nos tornemos pessoas mais positivas e melhoremos a nossa qualidade de vida, por outro também é um percurso percorrido passo-a-passo, com paciência e persistência (e, muitas vezes, com ajuda).
Existem pequenos exercícios que podemos fazer diariamente, com o intuito de modificar a forma como vemos e reagimos ao mundo que nos rodeia: Direccionar e escolher os pensamentos, desde o acordar até todo o restante dia; celebrar as pequenas conquistas e alegrias; Ser-se grato; Transformar o descontentamento em coragem; procurar pessoas positivas; ver oportunidades nas situações banais; manter um estilo de vida activo e saudável; aprender a receber as críticas de forma construtiva; imaginar-se a viver os sonhos; manter-se livre de excessos; apurar os cinco sentidos e a consciência do espaço em redor; pensar em objetivos e, por fim mas não menos importante, aceitar a dor, que existe e faz parte da nossa vida. E claro… sorrir.
Estas ideias adaptadas ao que é a realidade de cada pessoa singular e sempre respeitando o ritmo que cada um tem, vão criando uma rotina e enviando informações para o nosso cérebro que, aos poucos, se começa a moldar a hábitos mais saudáveis e duradouros.

Precisa de ajuda?
Um psicólogo pode ajudar.

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