Um Aston Martin, singular... talvez sim!

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A versão Shooting Brake do Vanquish do atelier Zagato é uma espécie de irmão mais novo do Ferrari GTC4Lusso.
Há marcas automóveis de excepção voltadas para um nicho de mercado estritamente composto por apaixonados pela coisa do automóvel e também com maior capacidade financeira. Mas neste clube limitado, encontramos cada vez mais outsider que fazem enorme esforço para poder ter nas suas garagens alguns dos ícones da indústria automóvel, menos ou mais contemporâneos, sendo mesmo capazes de fazer uma vida modesta com algumas privações que o cidadão comum não faria.


A Aston Martin, há três anos, encomendou à carroçadora italiana Zagato 325 unidades muito especiais do modelo Vanquish, e divididos em quatro categorias: 99 Coupés, 99 Volantes, 28 Speedster e 99 Shooting Brake, a última versão que foi apresentada em Dezembro último, em modo definitivo. E desta, a marca britânica e o atelier Zagato não se livram da controvérsia: O perfil e a traseira do Shooting Brake são demasiado semelhantes às do emblemático Ferrari GTC4Lusso, da autoria do Centro de Desing da marca italiana e da responsabilidade de Flavio Manzoni. No interior, o Aston Martim mantém os dois lugares, substituindo a ideia dos confortáveis bancos traseiros que o Ferrari possui, por uma extravagante bagageira em carbono e pele.
De qualquer modo, a Aston Martin aceitou maior ousadia no novo modelo Vanquish. Se é certo que se mantêm características intrínsecas à marca, não será menos verdade que estamos perante superdesportivos, onde o carroçador Zagato – e muito bem – conseguiu cruzar o vanguardismo com a linhagem do construtor inglês.

As versões do novo modelo Vanquish, têm como base o ‘S’, o primeiro desta geração de Zagato’s com o símbolo da marca de Gaydon, a ser mostrado e já com unidades a circular. Utilizam um propulsor de 12 cilindros em V, de 6,0 litros, que debita 600 cavalos de potência a que está agrupada uma caixa Touchtronic III – automática - de oito velocidades. As prestações do Shooting Brake serão semelhantes às dos ‘irmãos’: O Coupé precisa apenas de 3,5 segundos para acelerar dos 0 aos 100 Km/h, enquanto a versão Volante precisa de 3,9 segundos para conseguir chegar aos 100 Km/h.
A associação entre a Aston Martin e o carroçador italiano data da década de 60 do século passado, com a construção do célebre modelo DB4 GT Zagato, que se assinala nos novos Vanquish como por exemplo as duas ‘corcundas’ no tejadilho.

100 anos de Zagato comemorados com o regresso aos Anos 60’.
A escolha recaiu na reedição dos Aston Martin DB4 e DBS GT…
Tal como a Jaguar fez com o mítico modelo D-Type, renascido sob a designação XKSS
 
O atelier Zagato está a comemorar o centenário. A efeméride foi assinalada no Castelo de Nijo, no Japão, com a organização do Kyoto Concours d’Elegance, onde desfilaram 33 automóveis da autoria do carroçador de Milão, naturalmente todos com carácter eminentemente desportivo. Apesar dos quatro prémios terem sido atribuídos a carros italianos - ao Lamborghini 3500 GTZ (1965), pertencente ao Norte-americano Bill Pope, ao Fiat 8V Zagato (1955), aos Alfa Romeo TZ3 Stradale (2010) e 6C 1750 GS de 1930, propriedade do luxemburguês Albert Wetz – os responsáveis pela empresa italiana decidiram comemorar também 60 anos de parceria com a Aston Martin: Fazer renascer o modelo de corrida DB4 GT Zagato que agora acrescenta a designação Continuation.
O projecto – integrado num outro mais alargado e designado por “Aston Martin DBZ Centenary Collection” - é desenvolvido integralmente no maior centro de restauro da marca inglesa, na Heritage Division, em Newport Pagnell, em Buckinghamshire. Honra-se a construção da época, aperfeiçoando apenas detalhes consubstanciados na actual indústria: Carroçaria produzida à mão, em alumínio de 1,2 milímetros de espessura, utilizando literalmente as técnicas da era de David Brown;
O chassis é tubular e construído com o mesmo desenho do original, que não era nem mais nem menos que uma optimização do DB4 GT, para poder correr em pista;
O motor é idêntico ao desenhado por Tadek Marek, com seis cilindros em linha com duas velas de ignição por cilindro (também o célebre sistema twinspark da Alfa Romeo), com tracção traseira, 380 cavalos de potência e uma caixa de velocidades de 4 marchas com um diferencial autoblocante.
Nos Anos 60’ – e com o único objectivo de concorrer com a Ferrari – produziram-se 19 exemplares DB4 GT Zagato, tal como agora sucede com a nova réplica.
Estes superdesportivos surgem após o sucesso dos primeiros 25 DB4 GT Continuation, construídos em 2017, e apenas vendidos a colecionadores. A Aston Martin anuncia também o renascimento do modelo DB5 Goldfinger Edition, previsto para o próximo ano, onde é muito provável que tenhamos também a aparição do modelo Lagonda (4 lugares) definitivo e num comprometimento absoluto com o meio ambiente em termos de emissões.
O preço dos DB4 GT Zagato Continuation será de seis milhões de libras, cerca de sete milhões de euros, enquanto, em Portugal, as versões do novo modelo Vanquish custarão entre os 600 e 750 mil euros.
A marca – dirigida por Andy Palmer, desde Outubro de 2014 – tem o seu nome associado a um dos dois fundadores, Lionel Walker Birch Martin, e também uma referência à montanha de Aston Hill, perto de Aston Clinton, em Buckinghamshire, precisamente onde se encontra o centro de restauro do construtor. O engenheiro Robert Bamford foi o outro fundador. Lionel Martin morreu aos 67 anos (a 14 de outubro de 1945), e Bamford faleceu em 1942, com apenas 59 anos.

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