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Hugo Miranda, o 'fabricante' de campeões de Jiu-Jitsu na região

Hugo Miranda, o 'fabricante' de campeões de Jiu-Jitsu na região

 

É ele que treina os atletas da Carlson Gracie Portugal - em Torres Vedras e Lourinhã - que vêm estando em destaque nas provas em que têm estado envolvidos - Uma medalha de ouro e outra de bronze nos últimos Europeus são a prova disso mesmo.

Hugo Miranda, 31 anos, natural de Torres Vedras, instrutor de Jiu-Jitsu na Academia Carlson Gracie Portugal, vem 'fabricando' campeões da modalidade, ao mesmo tempo que ensina crianças, jovens e adultos, em Torres Vedras e Lourinhã.
Ainda recentemente, nos Europeus da modalidade, mais dois atletas seus foram medalhados.
Conversámos com o Hugo e tentámos perceber como tudo se processa.

 

Festa - Há quanto tempo estás ligado ao Jiu-Jitsu?
Hugo Miranda - Há quase nove anos.
Comecei com amigos que já praticavam a modalidade, na altura na garagem do nosso professor, pois era o espaço que havia disponível. Os ginásios vieram já numa fase posterior...

 

Festa - Já praticavas desporto?
H. M. - Joguei basquetebol durante dez anos, na Física de Torres mas, nessa altura, estava parado.

 

Festa - Jiu-Jitsu porquê?
H. M. - Porque me convidaram a treinar... acabei por gostar e por ficar.

 

Festa - Qual tem sido a tua evolução na modalidade?
H. M. - Comecei como qualquer outro atleta, treinando três vezes por semana. Depois, por convite do professor Francisco Maya, começo a ajudar nas aulas das crianças e a partilhar a gestão da Carlson Gracie Portugal.
Mais tarde, há cerca de três anos, acabo por 'herdar' a Academia em Torres Vedras e venho dando continuação ao trabalho iniciado pelo professor.

 

Festa - Onde funciona a Academia?
H. M. - Funciona dentro da Associação de Educação do Movimento, uma associação virada especialmente para os desportos de combate, que tem instalações na Rua dos Polomes, em Torres Vedras.

 

Festa - Têm muito alunos atualmente?
H. M. - Em Torres Vedras, são cerca de meia centena de praticantes, entre adultos e crianças.

 

Festa - Também dás aulas fora da Academia?
H. M. - Sim, na Lourinhã, no Ginásio Nova Era.
Antes já treinei na Bordinheira e na Ludoteca Girassol, mas neste momento são estes dois os locais que me ocupam o tempo.

 

Festa - Que tipo de desporto é o Jiu-Jitsu. É um desporto violento?
H. M. - É uma forma de defesa pessoal com recurso a golpes não traumáticos ao alcance de qualquer pessoa.
Na vertente desportiva, que é a que atrai mais atenções, os combates têm lugar sobre tapetes e uma duração máxima de dez minutos.
É um desporto muito intenso mas sem uma grande dose de violência. Exige mais uma boa preparação e técnica do que capacidade física fora do normal.

 

Festa - Quer isso dizer que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode treinar convosco?
H. M. - Exatamente. Temos praticantes desde os cinco aos quarenta e poucos anos, entre atletas de competição e aqueles que praticam a modalidade só pelo prazer que lhes dá este tipo de desporto.

 

Festa - Como se começa a treinar?
H. M. - Temos a nossa página na internet, e também no Facebook, onde estão os nossos contatos, mas o melhor é mesmo aparecer-se na Academia, ver, experimentar e tirar qualquer dúvida. Acabando por se gostar... temos todo o interesse em que fiquem connosco.

 

Festa - Ultimamente a Academia tem sido falada pelos resultados dos vossos atletas...
H. M. - Esse é um mérito dos atletas que treinam bastante, de forma aplicada, seguem os nossos conselhos e é uma coisa que está ao alcance de qualquer atleta que treine connosco. Necessário é haver persistência e por vezes algum sacrifício, para se conseguir bons resultados. Mas, são sacrifícios que valem a pena.

 

Festa - Ainda no recente Europeu, disputado no mês passado, a Academia esteve em evidência...
H. M. - Sim, conquistámos duas medalhas, uma de ouro e uma de bronze nesse Europeu, com exelentes prestações do Igor e da Rafaela, que enfrentaram atletas de elevado nível, o que, para atletas da Academia de uma pequena cidade em Portugal, é um feito notável.
Fomos quatro atletas da Carlson Gracie Portugal aos Europeus e, de uma forma geral, foi uma participação bastante positiva.

 

Festa - Portugal, teve boa presença neste Europeu?
H. M. - Portugal tem um bom nível na modalidade. Este Europeu não foi exceção, tendo sido conquistadas cinco-seis medalhas de ouro na competição, pelos atletas lusos.

 

Festa - Como se treina um campeão?
H. M. - Como todos os outros atletas. O segredo não está tanto nos ensinamentos do treino mas muito mais no espírito e na preserverança do atleta. Nem todos os atletas têm o foco em vir a ser campeões, mas aqueles que o querem ser têm que trabalhar muito.

 

Festa - Estes resultados, esperam que vos venham a trazer ainda mais atletas à Academia?
H. M. - Sim, claro. Não só atletas para competir, mas também pelo gosto pela modalidade. Resultados destes são sempre bons para a divulgação do Jiu-Jitsu e da nossa Academia.

 

Festa - Quantos praticantes esperam vir a ter no próximo ano?
H. M. - Espero o maior número possível.
Estamos sempre abertos a receber o maior número de pessoas interessadas em conhecer-nos.
Para isso, fazemos regularmente apresentações nas próprias escolas onde temos um primeiro contato com os mais jovens, alguns deles acabam por se tornar nossos alunos. É gratificante quando isso acontece!

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