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"Manel do Barril" Música popular com muito humor

"Manel do Barril" Música popular com muito humor

“No   início  de  2019  nasce  para  a vida  artística o nome MANEL DO BARRIL.
O conceito principal deste projeto artístico é a fusão entre a música portuguesa e a comédia, fazendo com que o produto final seja o entretenimento.
O álbum discográfico PONHO O PAU NA GINJA DELA é o ponto de partida para o arranque de uma carreira que se deseja de sucesso”.
Assim é apresentado Manel do Barril pela sua editora.
Convidámos o João, ligado à música desde os seus doze anos, pai de um filho de dois e também animador de rádio, que dá corpo à personagem e vamos conferir...



Revista Festa - Como princípio de conversa, quem é o “Manel do Barril”?
Manel do Barril -  O “Manel do Barril” é um homem divertido, assim atrevidote também, o que se percebe nas músicas e nos espetáculos. Por isso, uma pessoa alegre e bem disposta.

Revista Festa - Os espetáculos são preenchidos com quatro bailarinas?
Manel do Barril - Sim, são quatro que também são estrelas no espetáculo, são parte integrante da história que é contada, porque intervem em muitos dos sketchs que fazemos. O espetáculo não é só música de início a fim, tem muito entretenimento pelo meio e elas são tão alegres e atrevidas quanto eu. Mas se não formos atrevidos na própria vida, a vida não tem piada...
São a Xinesa, a Lília, a Marisa e a Kawani muito bem ensaiadas pela Beta, mas há mais duas ou três mais que nos acompanham pontualmente sempre que alguma não o pode fazer por qualquer motivo.

Revista Festa - O “Manel do Barril” é só atrevimento ou é um projeto musical também?
Manel do Barril - É um projeto que junta ambas as vertentes. Pessoalmente toco diversos instrumentos e nos espetáculos normalmente faço-o com o cavaquinho, acordeão, viola, orgão ou até outros instrumentos, que permitem “puxar” pelo público nos espetáculos para se conseguir alguma interação.


Revista Festa - O acordeão não é nada fácil de tocar?
Manel do Barril - É mais complicado que difícil. Depois de se acertar e coordenar os ritmos de ambas as mãos nos botões tudo fica mais simples. Mas, como é um instrumento muito ao gosto português e o público aceita muito bem o tipo de música conseguida pelo acordeão vale sempre a pena colocá-lo nos espetáculos. Tem um efeito quase garantido.

Revista Festa - O “Manel do Barril” para além dos discos tem também uma série de produtos e merchandising associados?
Manel do Barril - É verdade. Temos o merchandising mas também vinhos, licores e pastéis, para entreter o nosso público ou para o nosso público se entreter depois dos espetáculos.
Os licores, de ginja e chocolate, são da Chocolicor, das Caldas da Rainha, e os vinhos, branco e tinto, da Adega Cooperativa do Cadaval, e ainda uns pastéis da Pastelaria Roma, de Peniche. Tudo coisas boas, claro.

Revista Festa - Ensaiam muito?
Manel do Barril - Como é evidente. Não podemos chegar em cima de um palco e atuar sem ensaiar, até porque o nosso espetáculo tem uma série de sketchs e pequenas peças que precisam de ser trabalhadas. É isso que nos dá o à-vontade para cantar, dançar, dizer as piadas e correr tudo muito bem, sem sobressaltos. Mas a própria “estrada” também acaba por nos dar outra tarimba e por nos “construir” como artistas.

Revista Festa - Acaba por ser bom ter bailarinas tão consistentes ao lado?
Manel do Barril - É um privilégio poder contar com elas, todas com muitos anos de experiência e muito à-vontade naquilo que fazem. São exelentes profissionais e isso claro que ajuda muito, em especial por residirmos a mais de cem quilómetros uns dos outros.

Revista Festa - É bom morar em Leiria?
Manel do Barril - Na zona de Leiria, mas um pouco mais a norte e claro que é muito bom. Não trocava a minha terra por qualquer outra, embora vá conhecendo um pouco todo o país e muito do estrangeiro, mas isso por motivos profissionais. Tenho sido muito bem recebido nos diversos locais onde temos atuado, há terras magníficas, mas a minha é sempre incomparável, pelo menos para mim. Próximo da serra, próximo do mar, de uma cidade linda... e em especial, muitos amigos.

Revista Festa - Como aparece ligado ao projeto “Manel do Barril”?
Manel do Barril - Este é um projeto Moinho da Música, do Luís Martins. Eu, já há muitos anos que estou ligado à música, desde os bailes de aldeia aos casamentos, eventos e assim.
Há uma altura em que ligo ao Luís a perguntar se ele estaria interessado em trabalhar comigo dentro de um projeto de música popular. Passado quase um ano ele liga-me, marca um jantar para conversar e diz-me que tem um projeto interessante para mim. Pergunta-me se me agrada e claro que era dentro do que pretendia. Aceitei sem hesitar, até porque tinha muito boas referências do Luís e da “Moinho”.

Revista Festa - Os bailes são uma boa “escola”?
Manel do Barril - Claro que sim. São três ou quatro horas em cima de um palco onde se tem que “agarrar” o público com os mais diversos estilos musicais animando toda a gente e não é coisa fácil.
Os bailes dão muita tarimba, muita experiência. Penso que quem consegue “aguentar” um baile consegue depois pisar qualquer palco em qualquer tipo de espetáculo.

Revista Festa - Também já cantava nos bailes?
Manel do Barril - Cantava e tocava, normalmente órgão que comecei a aprender aos cinco anos.

Revista Festa - No trabalho “Ponho o Pau na Ginja Dela” qual a primeira música a ter sucesso e notoriedade?
Manel do Barril - Esse é o nome do álbum mas também o nome do tema principal e foi mesmo esse que conseguiu, quase de imediato, uma notoriedade muito interessante. Foi um tema que “pegou” logo.

Revista Festa - Qual a reação do público?
Manel do Barril - (riso) As pessoas dizem que somos uns “malucos” divertidos que dá gosto escutar. Se é assim ou não, não sei, mas quero acreditar no que nos dizem, pois trabalhamos para essas pessoas.

Revista Festa - Os dez temas do disco dão para um espetáculo?
Manel do Barril - Grande parte das vezes nem os tocamos todos. Nos espetáculos temos também outros temas, muitos deles de um projeto anterior, que adaptámos e de que as pessoas gostam muito. No final, temos cerca de hora e meia de espetáculo em cima de palco.

Revista Festa - Os mais novos já cantarolam as vossas músicas?
Manel do Barril - Sim, sim. Já cantam, embora queira pensar que geralmente não percebem os trocadilhos que usamos nem o seu significado. Mas como as músicas são divertidas eles divertem-se também, cantam, dançam e assim... hoje em dia é normal ver-se muitas crianças e adolescentes a ver e escutar música popular.

Revista Festa - O “Manel do Barril” é um projeto muito recente. Já têm muitos espetáculos ou nem por isso?
Manel do Barril - Para 2020 já temos uma agenda muito bem preenchida, com bastantes espetáculos.
Está a correr muito bem. As pessoas aceitaram muito bem o projeto, falam muito bem dele e isso traz espetáculos.
Este ano, embora tenha sido só meio ano de “estrada” também não foi nada mau. Começamos no início do verão e, até agora, já tivemos uma série de espetáculos no país, de norte a sul incluindo os Açores, já fomos à Suíça, ao Luxemburgo, nem era expetável tanta aderência e tantos espetáculos logo de início.

Revista Festa - Gravaram um dos videoclips e alguns dos sketchs que têm na vila do Cadaval. Correu bem. As pessoas não se “meteram” convosco?
Manel do Barril - Foi uma animação completa. É normal, porque temos que passar a alegria que sentimos para os vídeos, para as pessoas também saberem com o que podem contar nos espetáculos.
Quanto às gravações no Cadaval, no Parque dos Lápis, correram muito bem. Penso que também é bom para promover a própria zona Oeste, já que as pessoas falam e perguntam sempre onde gravámos. Agora, o mais importante mesmo foi que “fomos nós próprios” e divertimo-nos imenso a gravá-los.

Revista Festa - Têm mais atuações no norte?
Manel do Barril - O norte gosta mais de música popular, de festas, de arraiais, mas o Manel do Barril já tocou em todo o país nestes seis meses de “estrada”, desde o Algarve, ao centro ou ao norte. Em todos os locais onde estivemos uma coisa foi comum: fomos sempre muito bem acolhidos e muito bem tratados.

Revista Festa - Sente que valeu a pena. Que o projeto está a ser bem aceite?
Manel do Barril - Agora, depois de um início logo com muitos espetáculos e vendo o que está programado para o próximo ano, só posso dizer que sim, que foi o projeto certo na altura certa. Ainda bem que o Luís o propôs e eu o aceitei.

Revista Festa - Valeu a pena sair dos outros projetos para abraçar este?
Manel do Barril - Claro que sim. Quando uma pessoa não desiste e faz o que gosta algum dia há-de ser recompensado. Penso que foi o que me aconteceu.

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