Made in Portugal já é a maior aposta dos nossos feirantes. Rafael Cabral orgulha-se em vender 90% português. É sempre a sua primeira sugestão.
O feirante é socialmente incompreendido, quase sempre. São uma espécie de nómadas contemporâneos. Recai nele a faceta do negociante puro e duro, do comerciante sem grandes esmeros, associado àquela máxima de ‘quem tem olho é rei’ e que ‘vende gato por lebre’. Nada mais falso: O feirante é um agente económico e um contribuinte como qualquer outro com contabilidade organizada. Encanta centenas de milhares de portugueses, movimenta milhares de euros e faz mover dezenas de fábricas nacionais. A maioria da classe faz uma primeira aposta: vender português o mais possível; o melhor a um preço acessível, mesmo popular se assim tiver de ser, nem que isso se traduza em margens de comercialização minimamente suportáveis. Há quem tenha carteira de clientes e, ao contrário do que se possa julgar, muitos são cidadãos endinheirados.
