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COVID-19 o vírus que mudou o mundo

COVID-19 o vírus que mudou o mundo

Os números ainda são contraditórios neste momento, as informações emanadas seguem o mesmo rumo, mas há que haver a consciência de que o mundo enfrenta um vírus completamente desconhecido que a todos apanhou de surpresa e impreparados para o enfrentar.
Uma coisa parece ser certa, tudo se iniciou através da transmissão de animais (morcegos, com grande dose de probabilidade) para os humanos num mercado da província de Hubei, na República Popular da China em Novembro ou Dezembro de 2019. Pelo menos é a tese mais comum defendida por cientistas, que apontam Wuhan e o seu Mercado que comercializa animais vivos destinados à alimentação das populações locais como o primeiro local de propagação do vírus em humanos.
O Coronavírus, nome genérico da família de vírus a que pertence, o COVID-19 ou SARS-CoV-2 mais em particular na forma como é identificado, é uma doença respiratória aguda, teoricamente menos grave que o SARS-CoV mas com um factor de propagação e contágio muito maior, que se prevê, ainda nesta altura, poder vir a infetar próximo de dois terços da população mundial, segundo alguns cientistas da OMS, em mais de duzentos países em todo o mundo.


Outro grande problema é o de não existir medicamentos ou vacinas adequadas ao combate deste vírus, sendo o mesmo, na sua fase menos grave, tratado unicamente com a ingestão de líquidos, descanso e utilização dos normais medicamentos para fazer face à constipação, embora diversos medicamentos e vacinas estejam em fase de investigação, nalguns casos, segundo informações que vão sendo disponibilizadas, em estado avançado de pesquisa e teste. Nos casos mais graves, tem sido necessária a hospitalização e recurso a ventilação mecânica, oxigénio e soro, bem assim como administração experimental de alguns anti-víricos existentes mas que não se têm revelado de eficácia generalizada no combate à doença.
Com a evolução da propagação também o resto do mundo veio a ser genericamente atingido, com a Europa a conhecer os primeiros casos ainda em Janeiro, mas foi em Fevereiro que os casos confirmados no “velho continente” aumentou de forma considerável, com países como Itália, França e Espanha a enfrentar verdadeiras catástrofes sanitárias e de saúde pública que motivaram milhares de mortes, em especial nas pessoas mais idosas mas não só.
Em Portugal os primeiros casos conhecidos remontam ao mês de Março, com uma evolução gradual que foi subindo em número de infetados, em especial na região norte do país, até estabilizar já durante Abril, devido em grande parte a medidas e planos de contingência implementados que de forma geral remeteram a população a um confinamento residencial consecutivo por períodos de quinze dias, motivando o encerramento de escolas e estabelecimentos de ensino, comércio, turismo, restauração e unidades fabris, mantendo-se em funcionamento unicamente as unidades necessárias ao fornecimento, transporte e distribuição de bens essenciais e de primeira necessidade que, embora como uma “corrida” inicial às grandes superfícies, salvo casos muito pontuais nunca vieram a manifestar rutura de “stocks” significativa durante todo o período até ao momento.
As medidas e planos de contingência que foram sendo implementadas no país, embora com graves repercussões económicas, conseguiram de alguma forma estancar a pandemia, mantendo o número de pessoas infetadas, mais ou menos graves, em números que permitiram uma capacidade de resposta por parte de hospitais e centros de saúde a níveis aceitáveis e sem rutura de serviços, o que levou diversas organizações internacionais a chegar a apontar Portugal como um bom exemplo de combate ao vírus. Mesmo assim, até meados de Junho foram mais de 36.000 os indivíduos infetados no país, com um registo de mais de milhar e meio de mortes devido ao COVID-19.
Ao mesmo tempo que os planos de contingência iam sendo decretados, quer pelas Proteções Civis locais, quer pelo Governo ou até pelo Presidente da República,  obrigando ao encerramento de escolas, empresas e atividades, iam sendo anunciados e disponibilizados diversos apoios estatais a pessoas e empresas, que permitiram suavizar os impactos económicos derivados da falta de geração de riqueza pelo obrigatório encerramento de atividades e pela falta de recebimento de valores de subsistência por parte das famílias. Foram medidas de apoio nacionais, ou apoiadas pela UE, que visaram muito em especial as médias e grandes empresas e grupos económicos, com as micro-atividades, na maioria das vezes as mais afetadas, a ver dificultado o acesso a esses mesmos apoios que, pelas mais diversas razões, mas em especial pela lógica comercial da banca que serviu de canal de distribuição no acesso às linhas especiais de apoio que consecutivamente esgotaram desde logo nesses grandes grupos económicos, ou até dos organismos oficiais como Segurança Social e Finanças que devido ao enorme fluxo de pedidos não tiveram capacidade de resposta em tempo útil para ultrapassar constrangimentos sistémicos entretanto verificados, acabando esses apoios por chegar tarde ou mesmo nunca chegar.
Situações reportadas por Bastonários de Ordens em que são referidas situações conhecidas em que a banca “obriga” médias e grandes empresas a aceitar aceder a linhas de crédito para fazer face à situação gerada pela pandemia, sem estas “quererem” ou necessitarem a troco de lhes ser sugerido que atendendo aos juros e condições vantajosas o poderiam fazer como investimento, são públicas e motivaram que esses mesmos apoios se mostrassem insuficientes e não conseguissem abranger o mais de um milhão de micro-empresas existentes em Portugal.
Desacertos na disponibilização de formulários e troca de informações entre Segurança Social e Finanças - e vice-versa - levaram a que os valores relativos a LayOff chegassem tarde ou acabassem por não chegar a uma significativa percentagem de empresas e trabalhadores até ao mês de Junho.
Situações como, no caso que nos diz respeito, o Estado cria uma linha de compra antecipada de publicidade anunciada com pompa e circunstância no final de uma reunião de Conselho de Ministros, estranhamente é referida por líderes de grandes grupos de comunicação como tendo sido recebida antes mesmo dos canais que possibilitassem acesso a essa linha de apoio por parte da imprensa não pertencente a esses mesmo grandes grupos, esgotando algures nesse circuito sinuoso e destinando-se quase que em exclusivo aos mesmos.
Artes, cultura e espetáculos, viram meia dúzia de espetáculos programados online por um restrito número de “abençoados” esgotar os apoios a que os muitos milhares de outros nunca puderam aceder ou usufruir para subsistência durante este período, em que só a “caridade” solidária de alguns colegas se conseguiu transformar em contra-peso, angariando verbas que se transformaram em alimentos entregues para que não faltasse comida na mesa das famílias de artistas, técnicos e produtores que viram a sua atividade reduzida a espetáculos cancelados ou adiados.
São apenas alguns casos dos enormes “estragos” que o COVID-19 veio trazer a todos, primeiro no plano da saúde pública, mas depois também no plano económico e de subsistência de micro-empresas e famílias mais desprotegidas, que vai criar seguramente outra vaga de saúde pública, esta mais incidente no foro psicológico e de bem estar mental de alguns milhões de cidadãos nacionais atingidos e que vão continuar a sofrer as consequências da pandemia durante muitos meses, anos, ou até no decorrer da sua própria vida, quer uma segunda vaga pandémica COVID se venha a registar ou não.
Estas são as contingências de uma pandemia que se abateu sobre o planeta e sobre Portugal a que ninguém, nem políticos nem cidadãos, estava preparado para dar resposta!

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