São migalhas. São acontecimentos que encerram perigos. E são desperdícios… E assim acontece no Serviço Nacional de Saúde, nas mais pequenas coisas, à vista de todos, num cenário angustiante. No último fim-de-semana, deparámo-nos com um conjunto de duas dezenas de macas e colchões literalmente deixados num corredor no piso 0 do Hospital de São José, em Lisboa. Ou melhor: largadas provisoriamente enquanto não são necessárias no serviço de urgências e, em local por onde passam centenas de utentes e se encontra o quiosque de venda de jornais e revistas. Ora, num momento em que nos hospitais públicos todos vivem preocupados com a proliferação de bactérias e nos mandam lavar as mãos, seria aconselhável que os responsáveis do S. José tomassem caldos de galinha e providenciassem local seguro em matéria de salubridade para colocar estes equipamentos.
